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Não vos iludais; de Deus não se zomba!

O naufrágio do Titanic (onde o projetista disse que nem Deus poderia afundá-lo) por Willy Stöwer.

   Observo como o ímpio é cego quando faz suas escolhas, cego pois estas sempre lhe faz "cair no buraco", já que o mundo que ele tanto ama, diz que aquele acontecimento que trouxe-lhe prejuízo financeiro — queda no buraco — foi ruim para ele. Entretanto, enganam-se porque o maior prejuízo do ímpio é aquele deixado na alma, manchas indeléveis pelo pecado de suas escolhas. Isso sim é ruim.

   Ora, como pode uma escolha ser boa em si mesma se, esta trás prejuízo — não só financeiro, como espiritual — para o ímpio que fez tal escolha? Assim é a vida do ateu, quando faz a escolha de viver neste mundo afastado da proteção Divina, recusando-a quando passa o dia praguejando.
"Nearer, My God, To Thee" (Mais perto de ti, meu Deus).

   Analise comigo a escolha e o exemplo dado por Thomas Andrews, engenheiro naval que, junto de Alexander Carlisle, teria (provavelmente) dito: "Nem Deus afunda esse navio!". Tsc, tsc, tsc... Escolha errônea!
   Qual não foi sua surpresa quando, O Criador das coisas visíveis e invisíveis, envia-lhes um grande iceberg para acabar com sua arrogância. Digo que Deus agiu assim pois, Jesus disse: "Até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados" (São Lucas 12, 7), ou seja, Ele sempre sabe de tudo. Deus sabia das palavras de Alexander Carlisle. O Criador não deixa de castigar os maus e abençoar os bons. Como seria diferente para àqueles (Thomas Andrews e Alexander Carlisle) que, pronunciaram palavras torpes contra Aquele que é onisciente e onipotente?
   Mas Deus é mau assim?! Perguntarão alguns que não conhecem a Deus. Não, O Senhor não é mau, mas permite que a liberdade do homem seja exercida plenamente, com total livre-arbítrio. Porém, para cada escolha que fazemos, vem com elas as consequências. Se um ímpio escolhe rejeitar O Filho de Deus, como poderá ficar impune, já que tal benevolência foi infinita por esse Deus, o Pai? Qual Pai ficaria satisfeito com aquele que rejeitou uma morte tão dolorida de um filho tão amado por Ele? Nenhum!

   E, se as consequências dessas escolhas (cegas e arrogantes) não vem nesta vida, virá na próxima — não há escapatória —, simples assim.

   Então, não seria melhor receber essas consequências (causadas pela escolhas erradas) agora, já em vida, sendo que essas consequências trás consigo absolvição dos pecados cometidos? Como pode Deus ser mau, se Ele não quer a condenação de nenhum homem? Por isso, faz com que o homem pague ainda vivo, já que Ele sabe que após a morte do homem — na eternidade —, existe o Inferno, lugar criado por Satanás para aprisionar o homem condenado.

   Penso que os homens deveriam fazer o uso da razão (com Fé verdadeira) ao fazerem suas escolhas, porque caso contrário poderiam fazer uma escolha errada, trazendo com estas escolhas, consequências gravíssimas, como foi o caso do projetista do navio Titanic: falou contra Deus e foi castigado.

   Os seculares costumam dizer: Com Deus não se brinca. Ledo engano. Deus ama brincar com os seus, por isso disse: "Deixai as crianças e não as impeçais de vir a mim, pois delas é o Reino dos Céus" (São Mateus 19, 14). Entretanto, não se deve zombar d'Ele como disse São Paulo: "Não vos iludais; de Deus não se zomba. O que o homem semear [com suas escolhas erradas], isso colherá [sofrendo as consequências]: quem semear na sua carne, da carne colherá corrupção; quem semear no espírito, do espírito colherá a vida eterna" (Gálatas 6, 7-8).

   E diz mais: "E que fruto colhestes então daquelas coisas de que agora vos envergonhais? Pois seu desfecho é a MORTE. Mas agora, libertos do pecado e postos a serviço de Deus, tendes vosso fruto para a santificação e, como desfecho, a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, e a graça de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 6, 21-23).

   Peço-vos irmão, tendes cuidado com vossas vidas, pois a mesma é única. Depois da morte corporal, vem um juízo particular com Aquele que, por ventura vier vós à rejeitar. Ele poderá lançar-vos no Inferno, ou poderá recebê-los no Céu Eterno. A escolha é vossa! "Escolhe, pois, a vida, para que vivas tu e a tua descendência, amando a Iahweh teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele. Porque disto depende a tua vida e o prolongamento dos teus dias. E assim poderás habitar sobre este solo que Iahweh jurara dar a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó" (Deuteronômio 30, 19-20).

   Alguns ateus dizem que o deus deles é o dinheiro, ou seja, Mamon. Mas, parece-me que esse deus abandona-os sempre, já que eles vivem em prejuízo financeiro, sem falar do maior prejuízo, que é o prejuízo de abandonar o único Deus para adorar ídolos.

   O que adianta o homem possuir todos os bens materiais deste mundo, se vier a perder sua alma no inferno?! É o que diz Nosso Senhor no Santo Evangelho: "Com efeito, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e arruinar sua própria vida? Pois, que daria o homem em troca da sua vida?". E, alertando-nos diz mais: "De fato, aquele que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e de minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos" (São Marcos 8, 36-38). Ele encerra contando-nos a Parábola do Rico insensato:

Não entesourar 

"Alguém da multidão lhe disse: 'Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança'. Ele respondeu: 'Homem, quem me estabeleceu juiz ou árbitro da vossa partilha?' Depois lhe disse: 'Precavei-vos cuidadosamente de qualquer cupidez, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada por seus bens'. E contou-lhes uma parábola: 'A terra de um rico produziu muito. Ele, então, refletia: 'Que hei de fazer? Não tenho onde guardar minha colheita'. Depois pensou: 'Eis o que farei: demolirei meus celeiros, construir maiores, e lá recolherei todo o meu trigo e os meus bens. E direi à minha alma: Minha alma, tens uma quantidade de bens em reserva para muitos anos; repousa, come, bebe, regala-te'. Ma Deus lhe diz: 'Insensato, nessa mesma noite ser-te-á reclamada a alma. E as coisas que acumulaste, de quem serão?' Assim acontece àquele que ajunta tesouros para si mesmo, e não é rico para Deus" (São Lucas 12, 13-21).

   É com estas palavras de Nosso Senhor que despeço-me pedindo que rezem juntos comigo:

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de Vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de Vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos. Amém. Pax,

Frank Matos

Papa Francisco: Evangelho se anuncia com humildade, não com o poder


No dia que a Igreja recorda São Marcos evangelista, Francisco dedicou a Missa celebrada na manhã de terça-feira (25/04) na capela da Casa Santa Marta ao Patriarca dos coptas Tawadros II e aos fiéis coptas, os quais encontrará daqui poucos dias em sua viagem apostólica ao Egito.

Reflexões da Sagrada Escritura: Santa Páscoa!

“Vós não sabeis que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Nós fomos, pois, sepultados com Ele, a fim de morrer (para o pecado) pelo batismo, para que assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim nós vivamos uma vida nova” (Rom. VI, 3 e 4).
Ressurreição de Cristo
Desejo aos caríssimos leitores uma FELIZ E SANTA PÁSCOA!

Páscoa quer dizer passagem. Passemos de uma vida de pecado para a da graça, de uma vida tíbia para uma fervorosa, de uma vida fervorosa para uma santa. E assim possamos passar, um dia, deste vale de lágrimas, deste oceano de impurezas e de amarguras, para a Pátria do Repouso Eterno, a Jerusalém Celeste. Aleluia!

Os méritos de Jesus Cristo adquiridos pela sua Paixão e Morte, subsistem para depois da Sua gloriosa Ressurreição. Para isto significar, quis conservar as cicatrizes das chagas: apresenta-as ao Pai em toda a sua beleza, como títulos à comunicação da sua Graça.

Como diz São Paulo: “… (Jesus) porque permanece para sempre, tem um sacerdócio que não passa. Por isso pode salvar perpetuamente  os que por Ele mesmo se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por nós”(Hebr. VII, 25).

É logo no Batismo que participamos da graça da Ressurreição. É também o que diz S. Paulo, como acima transcrevemos.  A água santa em que mergulhamos no Batismo é, segundo o Apóstolo, a imagem do sepulcro (na época se administrava o batismo também por imersão). Ao sair dela, fica a alma purificada de toda a falta, de toda a mancha, livre da morte espiritual e revestida da graça, princípio da vida divina. Jesus Cristo tem infinito desejo de nos comunicar a Sua vida gloriosa, assim como teve um ardente desejo de ser batizado com o batismo de sangue para nossa salvação. E o que é mister seja feito para correspondermos a este desejo divino e nos tornarmos semelhantes a Jesus ressuscitado?

É preciso viver no espírito do nosso Batismo: renunciar de verdade (e não só de lábios) a tudo o que na nossa vida é viciado pelo pecado; fazer “morrer” cada vez mais o “velho homem”. Continuando o texto supracitado no início: “Porque, se nos tornarmos uma só planta com Cristo, por uma morte semelhante a d’Ele, o mesmo sucederá por uma ressurreição semelhante, sabendo nós que o nosso homem velho foi crucificado juntamente com Ele, a fim de que seja destruído o corpo do pecado, para que não sirvamos jamais ao pecado” (Rom. VI, 5 e 6).

Assim, tudo em nós deve ser dominado e governado pela graça. Nisto consiste para nós toda a santidade: afastar-nos do pecado, das ocasiões do pecado, desapegarmo-nos das criaturas e de tudo o que é terreno, para vivermos em Deus e para Deus com a maior plenitude e estabilidade possíveis.  E São Paulo continua explicando: “De fato aquele que morreu, justificado está do pecado. E, se morremos com Cristo, creiamos que viveremos também juntamente com Cristo”…

Caríssimos, esta obra de santidade inaugurada no Batismo, continua durante toda a nossa existência. É certo que Jesus Cristo só morreu uma vez; deu-nos assim o poder de morrer com Ele para tudo o que é pecado. Em sentido espiritual, São Paulo dizia: “Eu morro todos os dias”. Na verdade, neste sentido espiritual,  devemos “morrer” todos os dias, pois conservamos em nós as raízes do pecado, raízes estas que o demônio trabalha para fazer brotar de novo. Portanto, destruir em nós essas raízes, fugir de toda a infidelidade, desapegar-se de toda criatura amada por si mesma, afastar das nossas ações todo o motivo, não só culpável, mas puramente natural; libertar-nos de tudo o que é criado, terreno, conservar o coração livre duma liberdade espiritual, – eis, caríssimos, o primeiro elemento da nossa santidade. Mostra-o S. Paulo em termos os mais expressivos: “Purificai-vos do velho fermento para serdes uma massa nova; pois, desde que Jesus Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado por nós, tornastes-vos pães ázimos. Participemos portanto do banquete, não com o fermento antigo, o fermento do mal e da perversidade, mas com os ázimos da pureza e da verdade” (1 Cor. V, 7 e 8).

Aqui também faz-se mister uma explicação: Entre os Israelitas, nas vésperas da festa da Páscoa, deviam desaparecer das casas toda a espécie de fermento; No dia da festa, depois de imolado o cordeiro pascal, comiam-no com pães ázimos, isto é, sem fermento, não levedados (Cf. Ex. XII, 26 e 27).  Pois bem! Tudo aquilo eram apenas “figuras e símbolos” da verdadeira Páscoa, a Páscoa cristã. Naquele momento da regeneração batismal, participamos da morte de Cristo, que fazia morrer em nós o pecado: tornamo-nos, e assim devemos permanecer pela graça, uma nova massa, isto é, “nova criatura”, “novo homem”, a exemplo de Jesus Cristo saído glorioso do sepulcro.

Como os judeus, chegada a Páscoa, se abstinham de todo  o fermento para comer a cordeiro pascal, “assim também vós, cristãos,  que quereis participar do mistério da Ressurreição e unir-vos a Jesus Cristo, Cordeiro imolado e ressuscitado por vós, deveis, doravante, levar uma vida isenta de todo o pecado; deveis abster-vos desses maus desejos que são como que um fermento de malícia e perversidade. Fermento velho são, ainda, as paixões desregradas que subvertem o coração, na revolta  contra as leis naturais e sobrenaturais, para levá-lo à condenação final. Fermento velho é, também, a vaidade que, motivando as boas obras, impede-lhes todo o merecimento divino. Fermento velho enfim, é aquele espírito mundano que, impregnando as mentes dos fiéis, leva-os a conciliarem máximas terrenas e ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim este fermento velho mina a vida espiritual dos cristãos. Envenenados por ideias mundanas ,vivem completamente alheios aos destinos eternos, apenas  buscando uma felicidade efêmera. Baseados numa noção deturpada de “misericórdia” e levados por um espírito ecumênico e não missionário, aprovam os erros dos inimigos da Igreja, e a eles se conformam. Curvando-se à leis do mundo, preferem a liberdade desenfreada dos homens deste século à moral puríssima e imutável dos Santos  Evangelhos.

É contra tudo isto que São Paulo alerta veementemente: “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais uma nova massa, vós que constituís a sociedade dos filhos de Deus”. Caríssimos, não mais o fermento do pecado e, sim o pão ázimo da virtude; não mais o fermento doas paixões desregradas, e sim o pão ázimo da pureza; não mais o fermento da vaidade e sim o pão ázimo da verdade que busca a glória de Deus; não mais o fermento do espírito mundano e, sim, o pão ázimo dos princípios tradicionais que nos ensinam a andar na terra com as vistas voltadas para o reino dos céus, e nos impõem a profissão integral da nossa fé sem as mesquinhas concessões ao respeito humano, e sem as vulgares condescendências ao espírito moderno.

Em um palavra: celebrar a Páscoa com o pão ázimo da pureza e da verdade.

Não podemos servir a dois senhores ao mesmo tempo. E, se renunciamos ao demônio, suas obras que são os  pecados, e suas pompas e vaidades que levam ao pecado, digo, se renunciamos a tudo isto, é justamente para vivermos para Deus. E este viver para Deus encerra em si uma infinidade de graus. Supõe em primeiro lugar afastamento total de todo pecado mortal; pois, entre este e a vida divina há incompatibilidade absoluta. Há depois a separação do pecado venial, das raízes do pecado, de todo o motivo natural; desapego de tudo quanto é criado. Quanto mais completa for esta separação, mais libertados estamos, mais livres espiritualmente e mais se desenvolve e desabrocha também em nós a vida divina; à medida que a alma se liberta do humano, abre-se para o divino, vive na verdade a vida de Deus.

Caríssimos, é necessário permanecermos em Jesus que é a Vida, pela graça, pela fé que n’Ele temos, pelas virtudes de que Ele é o modelo perfeito. E é preciso que Jesus Cristo reine em nossos corações. É mister que tudo em nós Lhe seja submetido.  Jesus deve ser a nossa vida. Oxalá pudéssemos dizer com toda verdade como São Paulo: “Vivo, mas não sou eu mais que vivo, é Jesus Cristo que vive em mim!”

Enfim, os sinos da Páscoa anunciam  não apenas Jesus Cristo ressuscitado, mas, afinados na misericórdia divina, repicam alegres, também para os pecadores, mas para os pecadores arrependidos e penitentes, pecadores que também surgiram do sepulcro dos seus pecados. E assim aproximem-se também eles do Banquete Eucarístico de uma Santa Páscoa!

Resumimos tudo com estas outras palavras do Apóstolo: “Portanto, se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são lá de cima, onde Cristo está sentado à destra de Deus; afeiçoai-vos às coisas que são lá de cima, não às que estão sobre a terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Col. III, 1-3). Amém! Aleluia!



O voto de pobreza

   Fazer voto de pobreza no mundo em que vivemos, é uma decisão muito radical. É para poucos. Principalmente quando a pessoa tem uma grande chance de se tornar um milionário. Porém, tudo neste mundo é transitório, tudo nele passará um dia. Não vale a pena buscar prosperidade financeira.

   Por isso, penso que essa foi a decisão de Santo Tomás de Aquino, quando renunciou os bens materiais de seus pais e entrou na Ordem dos Pregadores. Creio que ele quis ser como Jesus, que neste mundo nada teve; a não ser seus pais, que eram pobres financeiramente falando.

   Ora, Jesus foi um carpinteiro, profissão esta que hoje no Brasil o salário não passa de R$1.500,00. Entretanto é uma profissão de grande valor, porque até para se dar início à uma construção de um edifício é preciso ter um carpinteiro no local, porque sem ele a obra nem começa, já que é preciso de andaimes, e sem andaimes não tem prédio.

   Eu penso que para vivermos bem, não precisamos de muito, pois muito sem Deus não temos nada, porém pouco com Deus, temos tudo. E você, o que pensa em relação ao voto de pobreza? Comente logo abaixo. Pax,

Como evitar uma morte violenta

   Na tradução da Bíblia de Jerusalém, o primeiro papa, o apóstolo São Pedro, diz aos jovens: "Sede sóbrios e vigilantes! Eis que o vosso adversário, o diabo, vos rodeia como leão a rugir, procurando a quem devorar [através da morte violenta]" (1 Pedro 5,8). Já o apóstolo São Paulo, a respeito das imoralidades sexuais, diz com mais radicalidade: "...entreguemos tal homem a Satanás para a perda da sua carne [através da morte violenta], a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor" (1 Coríntios 5, 5). E, para Timóteo ele dar instruções e conta o que fez com aqueles que negaram a fé, como foi o caso de Himeneu e Alexandre: "...entreguei a Satanás, a fim de que aprendam a não mais blasfemar" (1 Timóteo 1,20).

   O Evangelho de São Lucas narra que vieram algumas pessoas indagar Jesus sobre as mortes violentas que acometeu alguns galileus, o Senhor respondeu: "...Acreditais que, por terem sofrido tal sorte [morte violenta], esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Não, eu vos digo; todavia, se não vos arrependeres [através de uma conversão verdadeira, que só existe através da Igreja Católica Apostólica Romana], perecereis [de morte violenta] todos do mesmo modo. Ou os dezoito que a torre de Siloé matou em sua queda [penso que ficaram todos esmagados], julgais que a sua culpa tenha sido maior do que a de todos os habitantes de Jerusalém? Não, eu vos digo; mas, se não vos arrependeres, perecereis todos de modo semelhantes" (São Lucas 13, 2-5).

   Já dizia São Tomás de Vilanova: “Se a morte acha o homem dormindo, vem como ladrão, despoja-o, mata-o e o lança no abismo do inferno; mas, se o encontra vigilante, saúda-o como enviada de Deus, dizendo: O Senhor te espera para as bodas; vem, que te conduzirei ao reino bem-aventurado a que aspirais". A Bíblia de Gênesis à Apocalipse, têm referências que dão respaldo para àqueles cristãos que condenam a liberdade sem Cristo. Estas referências que expus aqui é só "uma gota no oceano".

   Então quer dizer que tenho que viver como um escravo, sem liberdade? Vão vociferar alguns. Não, porque "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas não me deixarei escravizar por coisa alguma. Os alimentos são para o ventre e o ventre para os alimentos, e Deus destruirá aqueles e este. Mas o corpo não é para fornicação e, sim, para o Senhor, e o Senhor é para o Corpo. Ora, Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós pelo seu poder. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei então os membros de Cristo para fazê-los membros de uma prostituta [ou de um (a) "CRUSH"]? Por certo, não! Não sabeis que aquele que se une a uma prostituta constitui com ela um só corpo? Pois está dito: Serão dois em uma só carne. Ao contrário, aquele que se une ao Senhor, constitui com ele um só espírito [por isso o cristão que comunga da Eucaristia, passa a ter os mesmos poderes que os d'Ele]. Fugi da fornicação [relação sexual fora do matrimônio, mesmo heterossexual]. Todo outro pecado que o homem cometa, é exterior ao seu corpo; aquele, porém, que se entrega à fornicação, peca contra o próprio corpo! Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que está em vós e que recebestes de Deus? ...e que, portanto, não pertenceis a vós mesmos? Alguém pagou alto preço [MORTE VIOLENTA DE CRUZ] pelo vosso resgate; glorificai, portanto a Deus em vosso corpo" (1 Coríntios 6, 12-19).

   Ora, com meu pífio conhecimento de filosofia e teologia, decerto posso dizer: sem penitência não há salvação de alma! Muito menos uma morte tranquila. Por isso, todos os dias rezo pela conversão daqueles que me são caro, peço a Deus que os proteja. Dou graças a Ele por me ouvir (apesar de indigno), proteger e ter protegido os meus das garras de Satanás. Creio que em nenhuma circunstância o "Sujismundo" levará os meus pro Inferno!

   Deixo 'pra' vocês uma das armas mais poderosas da Igreja Católica para pedir por si e, pelos seus, a oração Ánima Christi:

Anima Christi, sanctífica me.

Corpus Christi, salva me.

Sanguis Christi, inebria me.

Aqua láteris Christi, lava me.

Pássio Christi, confórta me.

O bone Iesu, exáudi me.

Intra tua vulnera abscónde me.

Ne permíttas me sepári a te.

Ab hoste malígno defénde me.

In hora mortis meae voca me.

Et iube me veníre ad te, ut cum Sanctis tuis laudem te in sáecula saeculórum.

Ámen.

Em português:

Alma de Cristo

Alma de Cristo, santificai-me.

Corpo de Cristo, salvai-me.

Sangue de Cristo, inebriai-me.

Água do lado de Cristo, lavai-me.

Paixão de Cristo, confortai-me.

Ó bom Jesus, ouvi-me.

Dentro de Vossas chagas, escondei-me.

Não permitais que me separe de Vós.

Do espírito maligno, defendei-me.

Na hora da minha morte, chamai-me.

E mandai-me ir para Vós, para que Vos louve com os vossos Santos, por todos os séculos dos séculos.

Amém.

Acesse meu blog Mors Obitu. Que Deus te abençoe,

Pax.


Somente a Verdade liberta

   Somente a Igreja Católica Apostólica Romana tem a verdade; as outras religiões têm somente os fragmentos dessa verdade, pois São Paulo disse: "... Igreja do Deus vivo: coluna e sustentáculo da verdade" (I Timóteo 3,15). Somente a Igreja que Jesus fundou (São Mateus 16,18-19) tem a verdade na sua plenitude. 

   Quem ainda não conheceu essa verdade, continua sendo escravo do pecado, porque Jesus através da sua morte na cruz nos deu a liberdade, para que aquilo que era pecado, "agora já não o seja" 
(perdoados no sacramento da penitência).

   Quando Jesus estava na cruz, tinha ao seu lado direito e esquerdo, dois ladrões (São Lucas 23, 39-43), ambos tinham cometido segundo o mandamento de Iahweh (Deuteronômio 5,19) o mesmo pecado que é roubar, mas um creu em Jesus e foi salvo, o outro não creu e foi condenado, ou seja, para ser salvo é preciso somente crer em Jesus, crer que Ele e o verbo encarnado de Deus, não importa o seu pecado, pois Ele sabe que todos somos pecadores. Jesus disse: 'Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanecer em mim e eu nele produz muito fruto; porque, SEM MIM, NADA PODEIS FAZER' (São João 15,5). É impossível uma pessoa se tornar santa, sem que Jesus esteja agindo nela através da Eucaristia.

   O que você quer fazer hoje irmão (a)? Seja lá o que for, se for sem Jesus, é negação e risco da "segunda morte!" (Ap 20,14) Busque hoje mesmo os Sacramentos que Jesus instituiu, aí sim você será enxertado (a) nessa videira que é Jesus, então você já não irá mais pecar, mas não porque as suas atitudes vão ser santas, mas porque após aceitar esses Sacramentos, já não é você quem vai viver, mas sim Cristo que vai viver em ti.

   São Paulo disse: "Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim" (Gálatas 2, 20).


   Hoje te convido a buscar esta VERDADE que é Jesus (Verbo encarnado), pois sem Ele você não pode nada,


Amém.

Como e quando surgiu o Catolicismo?

Os protestantes usam uma falsa expressão de que Constantino oficializou o Catolicismo em 313. Isto não é verdade, pois a palavra Católica, que quer dizer Universal aparece no século I nos escritos de Santo Inácio de Antioquia.

A indulgência plenária é um gesto que tem sabor de eternidade

Um pedacinho de divino enxertado na terra. No fundo, basta pouco para escancarar o escrínio dos “bens espirituais e sobrenaturais” que co...